Arts and Humanities, Social Sciences, Demography, Anthropology
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New choreographies of inequalities in reproduction: an overview of assisted reproduction market Sandra Garcia Jornal Brasileiro De Reproducao Assistida, 2023 Brazil follows the trend of countries that went from high fertility to below replacement level; in many countries, fertility rates continue to fall, often to levels well below population replacement, especially in Europe and Eastern Asia. Since 2006, Brazil has presented rates below the population replacement level, with regional variations. The shift to a pattern of late motherhood is central to understanding this phenomenon, as well as the increased use of reproductive technologies and the global market for assisted reproduction. Demand for services based on Assisted Reproductive Technologies (ART) has increased in European countries and the United States. Also, in Brazil, there is a growing demand for assisted reproduction services, which private clinics offer at a significantly high cost. This article provides an overview of these issues. It raises new questions and dimensions of analysis by problematizing the socio-demographic, legal, and ethical aspects of assisted reproduction, which need to be explored in future population studies.
Assisted conception services and regulation within the Brazilian context Sandra Garcia, Marian Bellamy Jornal Brasileiro De Reproducao Assistida, 2015 OBJECTIVE The aim of this article was to analyze the social, ethical, and legal aspects related to assisted conception in Brazil. METHODS This paper was based on preliminary data extracted from research "Assisted Reproduction in Brazil: Demographic, Social Aspects and Implications for Public Policy". This study aimed to investigate the private and public supply, the availability, and the criteria to allow access to reproductive technologies within the realms of public services, government regulations and legislation, professional association guidelines, and self-regulations, in addition to the ensuing ethical and social implications. The data comprises interviews with fertility specialists; Federal Board of Medicine resolutions on assisted conception; technical standards set by the Brazilian Health Surveillance Agency; participant observation; and detailed field notes of the Congresses of the Brazilian Society for Assisted Conception. RESULTS Health care services have been unable to meet the growing demand for infertility treatment. Assisted reproductive technologies are mainly offered by private clinics at a very high cost. There is no specific legislation regulating assisted conception in Brazil. Bills aimed to regulate it are markedly influenced by religious views and moral judgment. Evangelical and Catholic members of Congress against procedures involving the manipulation of embryos hamper discussions on the topic. CONCLUSION In the absence of state regulation, resolutions of the Federal Board of Medicine are filling the gap. Regarding all reproductive rights, equitable access to assisted conception care is dependent on public health services.
Reprodução após os 30 anos no estado de são paulo Elza Salvatori Berquó, Bernadette Cunha Waldvogel, Sandra Garcia, Carlos Eugenio de Carvalho Ferreira, Tania Di Giacomo do Lago, Luís Eduardo Batista Novos Estudos Cebrap, 2014 O artigo se propôs investigar o adiamento da reprodução no estado de São Paulo, entendido como postergação do nascimento do primeiro filho, de mulheres maiores de 30 anos. Como estratégia metodológica, utilizou-se abordagem por período e por coortes. Dados sobre nascimentos provieram do Registro Civil. Os Censos forneceram os efetivos populacionais femininos por idade, ao longo do período analisado (1960 a 2010). Verificou-se que na coorte de 1980 a fecundidade do grupo 30-39 passou a ter maior participação na fecundidade total. Entre 2000 e 2010, cresceu a proporção de mulheres sem filhos em todas as faixas etárias. A fecundidade por ordem de parturição revelou aumento da proporção de nascimentos de primeiros filhos entre mulheres de 30 a 39 anos, sugerindo a existência de adiamento, temporário ou definitivo.
Youth and reproduction: Demograhic, behavioral andreproductive profiles in the PNDS-2006 Elza Berquó, Sandra Garcia, Liliam Lima Revista De Saude Publica, 2012 OBJETIVO: Analisar características sociodemográficas e do comportamento sexual e reprodutivo de mulheres jovens. MÉTODOS: Estudo populacional transversal com representatividade nacional sobre o comportamento sexual, contraceptivo e reprodutivo de 2.991 mulheres de 15 a 20 anos na Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher 2006. As jovens foram classificadas em três grupos: iniciaram a vida sexual e engravidaram antes dos 20 anos (grupo A); iniciaram a vida sexual e não engravidaram antes dos 20 (grupo B) e não iniciaram a vida sexual (grupo C). Mulheres de até 25 anos foram consideradas para o estudo das razões da gravidez e de suas implicações na vida. As análises estatísticas consideraram os pesos e o planejamento amostral complexo. A associação entre duas variáveis categóricas foi avaliada pelo teste tipo qui-quadrado. Quanto às comportamentais, utilizou-se modelo linear global. RESULTADOS: Mulheres do grupo A eram principalmente negras, mais pobres e com menor escolaridade. Tiveram a primeira relação sexual mais precocemente, comportamento contraceptivo mais desprotegido e menor conhecimento da fisiologia da reprodução em relação ao grupo B; as jovens do grupo C caracterizaram-se por maior frequência à escola e a preservação da virgindade para o casamento foi alegada por um 1/3 desse grupo. Para as mulheres com até 25 anos, a gravidez antes dos 20 foi percebida como tendo implicações mais positivas que negativas na vida amorosa, conjugal, social e autoestima. CONCLUSÕES: Há associação significativa entre gravidez antes dos 20 anos com maior pobreza e menor escolaridade. Na ausência de melhores condições de vida e de oportunidades, a gravidez, embora não prevista, configura-se como "projeto de vida" e não sua mera ausência.
Vulnerabilities to HIV/AIDS in the Brazilian Context: Gender, race and generation inequities Sandra Garcia, Fabiana Mendes de Souza Saude E Sociedade, 2010 OBJETIVO: Analisar o conhecimento da população sobre DST/aids, bem como os discursos sobre o uso do preservativo e das práticas sexuais. MÉTODOS: Pesquisa qualitativa com 64 indivíduos jovens e adultos, brancos e negros, sexualmente ativos, de ambos os sexos. A vulnerabilidade ao HIV/aids foi discutida a partir da perspectiva racial (negros ou brancos), geracional (entre 16 e 24 anos ou 45 e mais) e de gênero (masculino ou feminino). Foram realizadas entrevistas em profundidade com roteiro semiestruturado nas cidades de São Paulo (SP) e Recife (PE), sobre os temas: conhecimento e percepção sobre DST/aids, percepção de risco individual, negociação e uso de preservativos, iniciação sexual e práticas sexuais. RESULTADOS: Os indivíduos menos escolarizados, os homens, os mais velhos e os moradores de Recife foram os menos informados sobre DST/aids. Pessoas acima de 45 anos e os menos escolarizados possuíam conhecimento incipiente sobre as formas de transmissão e prevenção das DST/aids. O uso do preservativo entre os entrevistados de ambas as cidades foi relativamente baixo; a não utilização do preservativo entre as mulheres em relação estável foi atribuída à negativa do parceiro. Entre os entrevistados que declararam usar o preservativo, o tipo de relação estabelecida e a fase do relacionamento resultaram em padrões de uso diversificados; o uso consistente do preservativo foi mais frequente nas parcerias eventuais. CONCLUSÕES: O conhecimento incipiente aliado à prática sexual insegura coloca mulheres unidas, de baixa escolaridade, menor renda, sobretudo acima dos 45 anos, e os residentes de Recife em situação de maior vulnerabilidade às DST/aids.
Introduction Elza Berquó, Regina Maria Barbosa Revista De Saude Publica, 2008 Made available in DSpace on 2014-07-16T19:40:57Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2008-06-01
Trends in condom use: Brazil 1998 and 2005 Elza Berquó, Regina Maria Barbosa, Liliam Pereira de Lima Revista De Saude Publica, 2008 OBJETIVO: Analisar os níveis, tendências e diferenciais sociodemográficos do uso do preservativo na população brasileira urbana. MÉTODOS: Os dados analisados foram coletados em 1998 e 2005, na pesquisa "Comportamento Sexual e Percepções da População Brasileira sobre HIV/Aids". As amostras, probabilísticas em múltiplos estágios, incluíram homens e mulheres de 16 a 65 anos de idade, domiciliados em áreas urbanas. Foram consideradas para análise as entrevistas com indivíduos sexualmente ativos nos 12 meses anteriores à entrevista. Os modelos univariados basearam-se em testes qui-quadrado, corrigidos pelo planejamento amostral, e cálculos de odds ratios; a análise multivariada envolveu o ajuste de modelos de regressão logística, controlando-se as demais variáveis de interesse. RESULTADOS: Houve aumento significativo do uso do preservativo nos 12 meses anteriores à entrevista e na última relação sexual. Jovens de 16 a 24 anos se protegeram mais nas relações sexuais, principalmente com parcerias eventuais. Homens usaram mais o preservativo, somente com parcerias eventuais. Maior freqüência de uso do preservativo ocorreu entre pessoas solteiras. Não houve diferença regional quanto ao uso consistente do preservativo. Nas relações estáveis os pentecostais revelaram a menor proteção no sexo; pessoas sem religião ou adeptos de outras religiões apresentaram os maiores índices de proteção. A escolaridade, que se mostrou diferencial importante no uso do preservativo em 1998, manteve seu destaque em 2005. CONCLUSÕES: Os resultados mostraram ser necessário aprofundar a discussão em torno de ações que visem a aumentar o uso consistente de preservativo, especialmente entre populações de menor escolaridade e as mais vulneráveis, como mulheres jovens ou em parcerias estáveis.
Opinions and attitudes regarding sexuality: Brazilian national research, 2005 Vera Paiva, Francisco Aranha, Francisco I Bastos Revista De Saude Publica, 2008 OBJETIVO: Descrever opiniões e atitudes sobre sexualidade da população urbana brasileira. MÉTODOS: Inquérito de base populacional realizado em 2005, em amostra representativa de 5.040 entrevistados. Realizou-se análise das atitudes diante da iniciação e educação sexual de adolescentes, considerando sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, religião, cor, região geográfica e opiniões sobre fidelidade, homossexualidade e masturbação. Os resultados foram contrastados com pesquisa similar realizada em 1998, sempre que possível. RESULTADOS: A maioria dos entrevistados escolheu como significado para o sexo a alternativa: "sexo é uma prova de amor". Como em 1998, a maioria manifestou-se pela iniciação sexual dos jovens depois do casamento (63,9% para iniciação feminina vs. 52,4% para a masculina), com diferenças entre praticantes das diversas religiões. A educação escolar de adolescentes sobre o uso do preservativo foi apoiada por 97% dos entrevistados, de todos os grupos sociais. Foi elevada a proporção de brasileiros que concordaram com o acesso ao preservativo nos serviços de saúde (95%) e na escola (83,6%). A fidelidade permaneceu um valor quase unânime e aumentou, em 2005, a proporção dos favoráveis à iniciação sexual depois do casamento, assim como a aceitação da masturbação e da homossexualidade, em relação à pesquisa de 1998. As gerações mais novas tendem a ser mais tolerantes e igualitárias. CONCLUSÕES: Como observado em outros países, confirma-se a dificuldade de estabelecer uma dimensão única que explique a regulação da vida sexual ("liberal" vs "conservador"). Sugere-se que a normatividade relativa à atividade sexual deva ser compreendidas à luz da cultura e organização social da sexualidade ao nível local, auscultadas pelos programas de DST/Aids. A opinião favorável ao acesso livre ao preservativo na escola contrasta com resultados mais lentos no âmbito do combate ao estigma e à discriminação das minorias homossexuais. A formulação de políticas laicas dedicadas à sexualidade permitirá o diálogo entre diferentes perspectivas.
Stigma, discrimination and HIV/AIDS in the Brazilian context, 1998 and 2005 Sandra Garcia, Mitti Ayako Hara Koyama Revista De Saude Publica, 2008 OBJETIVO: Identificar a prevalência de atitudes discriminatórias em dois momentos da epidemia brasileira de HIV/Aids e possíveis mudanças ocorridas. MÉTODOS: O Índice de Intenção de Discriminação foi obtido por pontuação, somando 1 para situações de discriminação ou 0, para o caso contrário. As faixas de intenção de discriminação foram estabelecidas por meio da técnica de cluster, compatibilizadas entre os estudos de 1998 e 2005. Para verificar associação entre o índice e as variáveis sociodemográficas, utilizou-se comparações de médias, teste qui-quadrado, e modelos ajustados de regressão logito ordenado. RESULTADOS: Houve redução estatisticamente significante na proporção de pessoas entre as pesquisas de 1998 e 2005 que responderam sim à obrigatoriedade do teste anti-HIV para: a admissão no emprego, antes do casamento, ingresso nas forças armadas, usuários de drogas, entrada de estrangeiros no país, profissionais do sexo e para todas as pessoas. Possuir menor escolaridade, ser do sexo feminino, ter acima de 45 anos e residir na região Norte/Nordeste são fatores associados ao maior nível de intenção de discriminação. CONCLUSÕES: O crescimento da intenção de discriminação mostra que as informações sobre formas de transmissão e não transmissão da Aids ainda necessitam de melhor elaboração e divulgação, principalmente entre as populações de menor escolaridade, residentes nos estados do Norte/Nordeste, do sexo feminino e pertencentes à faixa etária acima de 45 anos.
Knowledge and risk perception on HIV/AIDS by Brazilian population, 1998 and 2005 Maria Paula Ferreira Revista De Saude Publica, 2008 OBJETIVO: Descrever o nível de conhecimento e percepção de risco da população brasileira sobre o HIV/Aids. MÉTODOS: Foram utilizadas as bases de dados da Pesquisa sobre Comportamento Sexual e Percepções da População, nos anos 1998 e 2005. Utilizou-se um indicador sintético composto de nove questões sobre níveis de conhecimento e percepção de risco acerca de formas de transmissão do vírus e situações de risco, segundo subgrupos populacionais. RESULTADOS: Os homens aumentaram seu nível de conhecimento no período, atingindo o nível de informação das mulheres. Entre os jovens não houve crescimento significativo do conhecimento, e tornou-se praticamente inexistente a diferença entre os sexos em relação a essa dimensão. Quanto à percepção de risco, aumentou a proporção dos que declaram não apresentar risco de contrair HIV/Aids. CONCLUSÕES: Apesar do aumento no nível de conhecimento em geral, os resultados encontrados indicam a necessidade de ações e programas e de prevenção do HIV/Aids para a população em geral, em especial, aos jovens.