Fernando L. Abrucio is PHD in Political Science. Professor at São Paulo School of Business Administration/Fundação Getulio Vargas in Brasil since 1995, where he teaches Public Administration, Federalism, and Public Policies, especially Education Policy. Winner of the Moinho Santista Award as the best young Brazilian political scientist, Fernando was a visiting researcher at Massachusetts Institute of Technology (MIT). He has had research projects supported by the Ford Foundation, World Bank, UNESCO, World Wildlife Fund (WWF), Inter-American Development Bank, and United Nations of Development Program (UNDP). He is a political columnist for Valor Econômico newspaper. Among his most recent publications is the book "American Federal Systems and Covid-19: Responses to a Complex Intergovernmental Problem" (Emerald Publishing, United Kingdom), co-authored with B. Guy Peters and Eduardo José Grin. He has published 72 academic articles, 24 books as an author or editor, 84 chapters, and over 1,0
EDUCATION
Ph.D in Political Science at Universidade de São Paulo
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Public Administration, Sociology and Political Science, Education
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Who Do Voters Blame in Times of Crisis? Electoral Accountability in Brazil's Federalism During COVID-19 Lucas Falcão, Rayane Vieira Rodrigues, Fernando Luiz Abrucio Journal of Politics in Latin America, 2026 This study explores electoral accountability in federative systems during crises, with a focus on the COVID-19 pandemic in Brazil. It analyses how voters assign blame across government levels in contexts of fragmented responsibilities. Employing a mixed-methods approach, the research integrates a difference-in-differences design to examine the impact of COVID-19 mortality on electoral outcomes and multinomial logistic regression on survey data to assess voters’ perceptions. The findings indicate that voters penalised the president in municipalities with higher COVID-19 mortality rates, while governors were shielded. Survey results underscore the importance of information, showing that voters who were more informed about federal actions attributed greater blame to the president. These results demonstrate that voters rely on available information to navigate the complexities of multilevel governance, focusing accountability on actors with higher visibility and perceived authority, thereby emphasising the pivotal role of federal executives in times of crisis.
Brazil's Public Administration and the Challenge of New Democracies: Promoting Social Inclusion Evan M. Berman, Eduardo Grin, Gabriela Lotta, Fernando L. Abrucio, Lauro Gonzalez, Maira Gabriela Santos de Souza, Yasmim Marques de Melo, Jaedson Gomes dos Santos Public Administration Review, 2026 Brazil's public administration (PA) has sought to strengthen democratic governance through an emphasis on social inclusion. Since democratization in 1988, reforms have aimed to address entrenched inequalities along with decentralization and professionalism spurring innovations in social inclusion. This article examines Brazil's PA and highlights its key PA innovations, specifically: (a) inclusive public policy councils with substantial oversight of implementation; (b) legislative public accountability bodies with authority to impose penalties; (c) devolution granting far‐reaching administrative, political, and financial constitutional autonomy to cities to enhance responsiveness and innovation; and (d) wide‐ranging guaranteed income programs to reduce poverty. This article also draws attention to co‐existing PA “islands of excellence” and efforts to address such challenges as rule‐bound bureaucracies, clientelism, and weak institutional capacities in the Global South. It concludes with implications for strengthening public managers' leadership in democratic governance.
Institutional transformation and resilience in Brazilian democracy (2012-2025): polity, politics, and policy in interaction Cláudio Gonçalves Couto, Rogério Bastos Arantes, Fernando Luiz Abrucio Revista De Sociologia E Politica, 2025 RESUMO Introdução: Entre 2012 e 2025, a democracia brasileira enfrentou crises que testaram os pilares do presidencialismo, do sistema de justiça e do federalismo. Este artigo analisa como essas tensões produziram mudanças institucionais e revelaram a resiliência do regime. O argumento central é que a compreensão da democracia sob estresse exige articular três dimensões: polity (as regras e instituições que estruturam o regime), politics (a competição política e os conflitos entre atores) e policy (as decisões e resultados das políticas públicas). Materiais e métodos: Adota-se a abordagem institucionalista histórica, com uso de process tracing para identificar mecanismos causais que conectam eventos críticos, escolhas institucionais e mudanças de comportamento dos atores. O período 2012-2025 é examinado a partir das arenas do sistema de governo, do sistema de justiça e das relações federativas. Resultados: Três transformações principais foram observadas. No sistema de governo, o Congresso Nacional ampliou seu poder de veto e de formulação, sobretudo via controle orçamentário, consolidando um “governo congressual”. No sistema de justiça, o Supremo Tribunal Federal expandiu seu protagonismo: redesenhou regras político-eleitorais, julgou o Mensalão e conteve iniciativas autoritárias do bolsonarismo, inclusive garantindo competências de estados e municípios. No federalismo, sem reformas formais, governos subnacionais assumiram protagonismo, especialmente durante a pandemia, reforçando capacidades autônomas e cooperação interfederativa, mas também aprofundando desigualdades territoriais. Discussão: As crises políticas entre 2012 e 2025 não apenas tensionaram, mas também fortaleceram as instituições, ao gerar adaptações duradouras e aprendizado institucional. A interação entre polity, politics e policy remodelou o sistema político formal e informalmente, revelando resiliência democrática mesmo em cenários de risco de golpe de Estado. Esse modelo interpretativo contribui para estudos comparados sobre como democracias sob estresse podem resistir e se transformar.
State capacities of municipal education departments: Diagnosis and reforms Fernando Abrucio, Rafael Rodrigues Viegas, Gabriel Corrêa Education Policy Analysis Archives, 2025 Este artigo procura responder à seguinte pergunta de pesquisa: como a qualidade da gestão pública constitui elemento fundamental para o sucesso das políticas educacionais municipais? Para tanto, utiliza o conceito de capacidades estatais e propõe um modelo analítico, a partir do qual busca entender qual a situação atual das secretarias municipais de educação e de que maneira elas podem aperfeiçoar suas estruturas e funcionamento para melhorar o desempenho educacional. Por fim, oferece sugestões de reformas para melhorar o desempenho das capacidades estatais das secretarias municipais de educação.
Who oversees the overseers in the justice system? The member composition of the National Councils of Justice and the Public Prosecutor’s Office Rafael Rodrigues Viegas, Maria Rita Loureiro, Fernando Luiz Abrucio, Marco Antonio Carvalho Teixeira, Silvia Avelina Arias Mongelós Revista De Sociologia E Politica, 2024 RESUMO Introdução: O artigo trata da composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), entre 2005 e 2019. Uma análise dos seus membros é um fator fundamental para explicar o funcionamento desses Conselhos. Materiais e métodos: Realizamos uma prosopografia dos 105 integrantes do CNJ e dos 98 integrantes do CNMP comparando seus respectivos perfis em busca de semelhanças e diferenças. Resultados: A composição de CNJ e CNMP pode ser melhor entendida pela lógica informal do que pelos pelas regras formais de investidura dessas instituições. Por lógica informal compreendemos: i) a política que cruza as instituições judiciárias; ii) as redes acessadas e os critérios que retroalimentam filtros de seleção para as cúpulas do Judiciário e Ministério Público; e iii) os fatores exógenos à institucionalidade dos Conselhos, como pressões de associações de classe. Discussão: O padrão de recrutamento explica a fraca accountability do CNJ e do CNMP, que funcionam segundo o modelo do isomorfismo institucional: embora tenham sido criados para controlar o Judiciário e o Ministério Público, se adaptaram para se moldarem às preferências dos controlados.
Intra-municipal decentralization: Going below traditional tiers of government Handbook on Local and Regional Governance, 2023
From external control to symbiosis with the justice system: the normative action of the CNJ and CNMP Rafael Rodrigues Viegas, Maria Rita Garcia Loureiro, Fernando Luiz Abrucio Revista Brasileira De Ciencias Sociais, 2022 Resumo Fundamentando-se na preocupação teórica relativa à construção e ao funcionamento das instituições de controle dos governantes nas democracias contemporâneas, este trabalho examina a ação normativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no Brasil. Analisa o conteúdo das 303 resoluções emitidas pelo CNJ e das 206 resoluções pelo CNMP, entre 2005 e 2019, com apoio do software Iramuteq, procurando descrever a prática normativa destes dois órgãos e conhecer o sentido contido no conteúdo destas normas e o que ele revela de orientação predominante. Além da produção de um inédito banco de dados composto por todas as resoluções, apresenta as seguintes conclusões: a) a intensa produção de resoluções constitui-se predominantemente de numerosas alterações de normas anteriores, cujo conteúdo principal é atender interesses corporativos; b) em momentos, os dois conselhos agem de forma coordenada entre si e expandem o espaço de ação dos controlados. Esses dois aspectos revelam processo de simbiose entre controladores (CNJ e CNMP) e controlados (Magistratura e MP), sendo esta uma provável explicação para a constatação de que estes órgãos de controle do sistema de justiça não realizam suas atribuições constitucionais, configurando-se, portanto, como mais um déficit de accountability democrática.
The communication of Courts of Accounts and Prosecution Services on social media: the challenges of accountability in the digital democracy Rafael Rodrigues Viegas, Fernando Luiz Abrucio, Maria Rita Garcia Loureiro, Marco Antonio Carvalho Teixeira, Natasha Borali Revista De Administracao Publica, 2022 This article deals with the communication of Brazilian Courts of Accounts and Prosecution Services on social media platforms Facebook, Twitter, and Instagram, since the opening of their accounts. The study innovates in the discussion about democratic controls over public administration in the so-called “digital democracy,” focusing on institutional communication of Courts of Accounts and Prosecution Services, showing that controllers also need to be concerned about their transparency and accountability. Having verified that they maintain professional communication departments that operate intensively on social media, with emphasis on the Federal Court of Accounts (TCU) and the Federal Prosecution Service (MPF) on Twitter, the article specifically analyzes the content of the two institutions’ communication in this platform by using the Iramuteq software. Both TCU and MPF kept posting a variety of content on Twitter since first opening their accounts and at important moments in recent political history. The research question addressed was: Does expanding communication channels necessarily mean greater accountability? The study found that these institutions, when communicating with society on social media, did not necessarily respond to the public accountability requirements that democratic theory implies.
The missing link of decentralization in Brazil: the promotion of municipal state capacities by the federal government Eduardo José Grin, Fernando Luiz Abrucio Revista De Sociologia E Politica, 2021 RESUMO Introdução: o artigo aborda a promoção de capacidades estatais municipais por meio do Programa de Modernização das Administrações Tributárias (PMAT), implantado pelo BNDES entre 1997 e 2014. Busca-se analisar como programas federais que promovem capacidades estatais municipais, implantados por subgovernos (burocracias públicas federais com razoável autonomia de ação para definir suas regras), podem gerar dissonância federativa e reduzir sua possibilidade de acesso se desconsideram as distintas realidades municipais. Materiais e Métodos: utilizaram-se técnicas quantitativas (estatísticas descritivas geradas a partir dos relatórios de adesão municipal do PMAT e um Websurvey com as prefeituras) e qualitativas (entrevistas com gestores federais - BNDES, Ministério da Fazenda e Caixa Econômica Federal - e dirigentes políticos e técnicos da Confederação Nacional de Municípios, Associação Brasileira de Municípios e Frente Nacional de Prefeitos). O argumento teórico é que dissonâncias entre as agências federais provedoras de programas e os municípios como destinatários produzem baixo desempenho em termos de adesão. Resultados: a pesquisa mostrou como jogos da cooperação federativa podem resultar em visões contrastantes entre feds e locals. Empiricamente, essa discussão baseou-se na implementação do PMAT e como o mecanismo explicativo da dissonância federativa permite compreender a relação entre “doador” e “destinatário” no bojo das relações intergovernamentais. O resultado da cooperação federativa foi o oposto do que propugnava sua visão mais benigna, pois incentivou ações mais defensivas dos municípios que ponderaram custos e benefícios do acesso ao PMAT. Discussão: diante do desenho institucional do PMAT, considerando a combinação das exigências para o ingresso municipal e o fato de as candidaturas serem voluntárias, as induções favoreceram os maiores municípios. Gerou-se assimetria de acesso que favoreceu as cidades mais afluentes. A dissonância federativa entre o BNDES e os municípios é o que explica a realidade das adesões e o desencontro entre os feds e os locals. Com o seu formato, regras de indução e desacordos sobre seu funcionamento, em termos federativos, programas com estas características têm poucas chances de êxito como via de acesso para a grande maioria das cidades. O artigo contribui para o conhecimento sobre o desenho de programas federais e suas regras de acesso pelos entes subnacionais, sobretudo aqueles que visam promover capacidades estatais municipais. Outra contribuição é que a forma como feds concebem e implantam programas influencia o tipo de adesão municipal. A ação dos subgovernos pode gerar visões não coincidentes entre os gestores federais e a realidade municipal. Esse é outro aporte para a literatura de federalismo e capacidades estatais de governos locais.
CONCLUSIONS Eduardo Grin, B. Guy Peters, Fernando Luiz Abrucio American Federal Systems and Covid 19 Responses to A Complex Intergovernmental Problem, 2021
INTRODUCTION American Federal Systems and Covid 19 Responses to A Complex Intergovernmental Problem, 2021
BRAZILIAN FEDERALISM IN THE PANDEMIC Fernando Luiz Abrucio, Eduardo Grin, Catarina Ianni Segatto American Federal Systems and Covid 19 Responses to A Complex Intergovernmental Problem, 2021
Who Do Voters Blame in Times of Crisis? Electoral Accountability in Brazil's Federalism During COVID-19 L Falcão, RV Rodrigues, FL Abrucio Journal of Politics in Latin America 18 (1), 135-161 , 2026 2026
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Federative coordination and territorial inequality: the effectiveness and limitations of the Brazilian Federal Government’s redistributive policy on health at the municipal level GS Machado, FL Abrucio, EJ Grin Revista Brasileira De Ciencia Politica 44, e286987 , 2025 2025 Citations: 1
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