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design professor / Facult of Architectura and Urbanism
Universidade Federal da Bahia
A fachada, enquanto interface entre cidade e o ambiente interior, tem distintos papéis e/ou condicionantes e funciona como uma “pele” que separa tempos pela longa durabilidade das edificações. O passar tempo, as mudanças no modo de viver, no entorno, no uso, no desuso, a podem criar dicotomias temporais entre envelope e conteúdo. Podem ser compreendidas como uma história da arquitetura e da cidade, seus aspectos intrínsecos e suas condições de possibilidade. A crise gerada pelo esvaziamento dos centros urbanos, e os recorrentes processos de requalificação tem tensionado essa relação. A pesquisa tem como objetivo central investigar o papel da fachada como uma interface entre temporalidades no processo de requalificação urbana através dos processos de reinterpretação utilizados na implementação do Programa Reviver Centro no Rio de Janeiro.
Descrição: Como tudo que envolve cultura, o tempo é suscetível a diferentes interpretações ao longo da história. Essa percepção foi profundamente influenciada pelos eventos, tecnologias e descobertas no segundo período pós-guerra, elucidando outra forma de tempo que impactou os novos processos de design, particularmente nas décadas de 1980 e 1990. A autonomia do tempo, a memória e a possibilidade de uma montagem por camadas impactaram as ideias arquitetônicas e se mostraram uma alternativa ao processo de projeto expresso em obras de arquitetos renomados. O uso da fragmentação, disjunção e montagem tornaram-se ferramentas importantes para abordar muitos tipos de expressões artísticas, como processos de produção de filmes, colagens nas artes e métodos de design que fazem uso de outras formas de relacionar a parte com o todo. Nessa abordagem, a montagem de fragmentos visa criar um todo diferente da origem de suas partes, assim como a construção de memórias para o futuro. A pesquisa tem co