Geology, Geochemistry and Petrology, Earth and Planetary Sciences
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From rift to continental collision: insights into the crustal evolution of the Southern Borborema Province (NE Brazil) revealed from metasedimentary rocks of the Sergipano Orogenic System Fábio S. Pereira, Jean-Michel Lafon, Maria L. S. Rosa, Herbet Conceição, João M. Milhomem Neto, et al. Journal of the Geological Society, 2026 The Macururé Domain, the largest unit of the Sergipano Orogenic System in NE Brazil, comprises a supracrustal succession intruded by numerous Brasiliano/Pan-African plutons. In this study, we present U–Pb and Lu–Hf isotopic data on detrital zircon from quartzites, integrated with lithological, geochemical and published geochronological results, to constrain provenance and tectonic setting. Detrital zircon U‒Pb spectra show prominent peaks at 2000–1980 and 1000–950 Ma, which correspond to the Paleoproterozoic Orogeny and the Cariris Velhos event. The Paleoproterozoic grains, with ε Hf ( t ) values ranging from −15.6 to +0.5, and Archean model ages of 3.5–2.5 Ga indicate that crustal reworking dominated during Paleoproterozoic source formation. Tonian grains, with ε Hf ( t ) values from −24.7 to +8.4 and model ages of 3.2–1.3 Ga, suggest contributions from both juvenile crust and ancient reworked components. These isotopic signatures differ from those of the São Francisco Craton and instead point to sources within the Borborema Province. The youngest grains (808–739 Ma) are contemporaneous with sedimentation and magmatism in the adjacent Canindé Domain, supporting a coeval basin development in an extensional setting, followed by basin inversion and continental collision at the onset of the Ediacaran.
Emplacement conditions of the mafic magmatism from Macururé Domain, Sergipano Orogenic System: Capela massif Fabio Santos Pereira, Maria de Lourdes da Silva Rosa, Herbet Conceição Geologia USP Serie Cientifica, 2019 O Maciço Capela é intrusivo nas rochas metassedimentares do Domínio Macururé, Sistema Orogênico Sergipano, no sul da Província Borborema. Ele é constituído por dioritos, hornblenditos, gabros e granitos, que hospedam enclaves tonalíticos e hornblendíticos. As formas e os contatos dos enclaves tonalíticos, aliados à presença de texturas de zoneamento inverso e oscilatório em cristais de plagioclásio e ao hábito acicular da apatita nos enclaves e dioritos sugerem coexistência de magmas máfico e félsico. Os piroxênios identificados nos gabros apresentam composições de enstatita, augita e diopsídio. Os anfibólios das rochas máficas são cálcicos e correspondem a pargasita, tschermakita e magnésio-hornblenda. A mica marrom dos hornblenditos, gabros e dioritos é rica na molécula de flogopita, enquanto a dos granitos é mais enriquecida em ferro. A granada, de ocorrência restrita aos hornblenditos e dioritos, é rica na molécula de almandina. O plagioclásio varia de albita a bytownita e o feldspato potássico é a microclina. A presença de titanita e epídoto magmáticos, coexistentes com silicatos máficos magnesianos, indica a cristalização sob condições de alta fO2, próximas ao tampão NNO. As estimativas de pressão forneceram um valor médio de 8,5 kbar, que corresponde a uma profundidade aproximada de 30 km. As temperaturas liquidus, obtidas com as composições de piroxênios e anfibólios, variam de 1.261 a 831°C. Temperaturas solidus, estimadas com o par anfibólio-plagioclásio, situam-se entre 775 e 614°C. Dados de química mineral e estimativas termobarométricas sugerem que as rochas do Maciço Capela cristalizaram-se a partir de magmas basálticos hidratados, em ambiente de arco continental.